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segunda-feira, 9 de maio de 2016

MIELÊ & BÔSCOLI: “CLÁUDIA NÃO SE APRENDE NA ESCOLA”



MIELÊ & BÔSCOLI: “CLÁUDIA NÃO SE APRENDE NA ESCOLA”

É A DUPLA Miéle e Bôscoli quem diz, que <Cláudia não se aprende na escola>, num <show> de 45 minutos na boate Rui Bar Bossa. Cláudia é uma cantora e muita gente diz que é uma nova esperança, ou se já não é uma realidade, da música popular brasileira. Para acompanhá-la existe uma beleza de conjunto, comandado por Roberto Menescal. Mas Cláudia é isso que mostramos para vocês ficarem sabendo, com perguntas e respostas:


  •  Que faz você?


- Eu não faço outra coisa senão cantar e por isso sou obrigada a viajar constantemente entre São Paulo-Rio. Isso cansa. Minha família não queria que entrasse nessa vida via, mas eu teimei. Gostava mesmo era de música e agora sei que é preciso agüentar as conseqüências dessa escolha e seguir lutando até o fim.

  • Gostaria de fazer outra coisa?

- Há muitas coisas que gostaria de fazer, mas a profissão não deixa. De repente, começa a perceber que o meu tempo não é mais meu: é dos outros, do público que me incentivou e continua me apoiando.

A carreira da môça que diz estas coisas começou há quatro anos, em Juiz de Fora, onde ela e família moravam. Nesse tempo, ela era apenas a menina Maria das Graças Rallo, de 13 anos, tímida, bonitinha e simpática. Já era <crooner> do Clube de Juiz de Fora. Apareceu na televisão, pela primeira vez no ano passado, no dia 23 de setembro. Ela mesma conta:
<Eu estava no primeiro ano do curso científico quando Valdir de Barros, o pistonista da orquestra da TV Record, me convidou para cantar no Fino da Bossa. Fui e cantei>.

Logo depois o Canal 4 a convidou para fazer um programa (Bo 65), no qual ela trabalhou durante quatro meses. E, quase que recém-chegada, no fim do ano Cláudia recebeu dois prêmios importantes: o <Roquete Pinto>, como cantora revelação e o <Prêmio Guarani>, também por sua revelação.

Em seguida trabalhou com Paulo Autran e Teresa Haquel em <Liberdade, Liberdade>; depois defendeu a música <Chora Céu> no Festival Nacional da Música Popular, classificando-se em terceiro lugar. Mais tarde, gravou dois discos para a RGE. O primeiro se chama <Deixa o Morro Cantar> e o segundo <Chora Céu>. Mas o que ela quer é isto: <ter um programa só meu, feito em estúdio, bem realizado e inteligenlte. Outra coisa que pretendo é cantar música erudita. No dia da entrega dos prêmios Molière cantei uma ária de Bach, no Teatro Municipal de São Paulo, e gostei da experiência>.

Cláudia gosta dos velhos, Noel,  dos novos Edu Lôbo, Geraldo Vandré e Tito Madi.  Lê Pato Donald e Luluzinha. Tem uma mãe vigiando e Cláudia está subindo. Vamos ver Cláudia, agora, no Rui Bar Bossa e ver se é verdade o que anunciam <Cláudia, a moça do olhar sutil...> que tem estréia marcada para esta semana, dia 27.

Matéria original adquirida do arquivo pessoal da cantora Claudya, 1965.

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