MIELÊ & BÔSCOLI:
“CLÁUDIA NÃO SE APRENDE NA ESCOLA”
É A DUPLA Miéle e Bôscoli
quem diz, que <Cláudia não se aprende na escola>, num <show> de 45
minutos na boate Rui Bar Bossa. Cláudia é uma cantora e muita gente diz que é
uma nova esperança, ou se já não é uma realidade, da música popular brasileira.
Para acompanhá-la existe uma beleza de conjunto, comandado por Roberto
Menescal. Mas Cláudia é isso que mostramos para vocês ficarem sabendo, com
perguntas e respostas:
- Que faz você?
- Eu
não faço outra coisa senão cantar e por isso sou obrigada a viajar
constantemente entre São Paulo-Rio. Isso cansa. Minha família não queria que
entrasse nessa vida via, mas eu teimei. Gostava mesmo era de música e agora sei
que é preciso agüentar as conseqüências dessa escolha e seguir lutando até o
fim.
- Gostaria de fazer outra coisa?
- Há
muitas coisas que gostaria de fazer, mas a profissão não deixa. De repente,
começa a perceber que o meu tempo não é mais meu: é dos outros, do público que
me incentivou e continua me apoiando.
A
carreira da môça que diz estas coisas começou há quatro anos, em Juiz de Fora,
onde ela e família moravam. Nesse tempo, ela era apenas a menina Maria das
Graças Rallo, de 13 anos, tímida, bonitinha e simpática. Já era <crooner>
do Clube de Juiz de Fora. Apareceu na televisão, pela primeira vez no ano
passado, no dia 23 de setembro. Ela mesma conta:
<Eu
estava no primeiro ano do curso científico quando Valdir de Barros, o
pistonista da orquestra da TV Record, me convidou para cantar no Fino da Bossa.
Fui e cantei>.
Logo
depois o Canal 4 a convidou para fazer um programa (Bo 65), no qual ela
trabalhou durante quatro meses. E, quase que recém-chegada, no fim do ano
Cláudia recebeu dois prêmios importantes: o <Roquete Pinto>, como cantora
revelação e o <Prêmio Guarani>, também por sua revelação.
Em
seguida trabalhou com Paulo Autran e Teresa Haquel em <Liberdade, Liberdade>;
depois defendeu a música <Chora Céu> no Festival Nacional da Música
Popular, classificando-se em terceiro lugar. Mais tarde, gravou dois discos
para a RGE. O primeiro se chama <Deixa o Morro Cantar> e o segundo
<Chora Céu>. Mas o que ela quer é isto: <ter um programa só meu, feito
em estúdio, bem realizado e inteligenlte. Outra coisa que pretendo é cantar
música erudita. No dia da entrega dos prêmios Molière cantei uma ária de Bach,
no Teatro Municipal de São Paulo, e gostei da experiência>.
Cláudia
gosta dos velhos, Noel, dos novos Edu
Lôbo, Geraldo Vandré e Tito Madi. Lê
Pato Donald e Luluzinha. Tem uma mãe vigiando e Cláudia está subindo. Vamos ver
Cláudia, agora, no Rui Bar Bossa e ver se é verdade o que anunciam <Cláudia,
a moça do olhar sutil...> que tem estréia marcada para esta semana, dia 27.

